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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Obrigada, Vítor Gaspar!

Por nos dares a oportunidade de ficarmos ainda mais pobres no ano que vem!

Quando é que isto pára? Quando é que serão suficientes os aumentos de impostos, os cortes nos salários, o aumento do desemprego e da pobreza? Quando, quando??  Não será já suficiente?

Os senhores só sabem cortar nos mais pequenos, e deixam os grandes ficarem ainda mais grandes!
Com governos assim, como é que vamos recuperar? O facto é que estamos cada vez pior e ninguém faz nada para o evitar.. Por uma vez, gostava de ouvir falar de boas notícias no Telejornal, ao invés de austeridade, crise e miséria... .

A sério, sr. ministro, cale-se de uma vez!

Ainda sobre esta temática, peço-vos um favor. Como futura farmacêutica é minha preocupação a crise cada vez mais presente no sector das farmácias. Hoje em dia, nem todas as farmácias dão dinheiro; enquanto antes se viam grandes carros e grandes casas, hoje só existem dívidas aos fornecedores e aos funcionários. Os farmacêuticos estudam durante cinco anos para serem mal-pagos no local de emprego, realidade esta que se extende aos muitos licenciados em trabalhos precários.

Peço-vos que leiam e assinem esta petição pública contra o encerramento das farmácias. Uma farmácia é um local, não só de venda de medicamentos, mas de aconselhamento e, por isso, de grande importância para a sociedade. Assinem-na para que, um dia quando precisarem de um medicamento, não tenham que se deparar com uma porta fechada, mas com um sorriso aberto e uma mão extendida sempre pronta a ajudar.

Eu já assinei e só demora mesmo um minuto.
Podem aceder à mesma pelo link que se segue
Petição pelo acesso de qualidade aos medicamentos e condições necessárias ao normal funcionamento das farmácias.

Obrigada, e perdoem o desabafo.

Vânia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

*


Estou mais que ansiosa pelo jantar de amigas que se aproxima. Tenho saudades das cusquices, das parvoíces e das gargalhadas que partilhamos. Desta vez, mais que para convívio, será um jantar de apoio a uma amiga nossa que tanto precisa de um ombro amigo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Isto não é uma homenagem.

No passado dia 23 de Julho, eram duas as notícias que povoavam os televisores do mundo inteiro: o massacre na Noruega e a morte da cantora Amy Winehouse. Ambas as notícias eram relativas à morte prematura de pessoas jovens, mas por diferentes motivos.
Em Oslo, o assassino Anders Breivik parecia querer, na minha opinião, mergulhar o mundo num novo holocausto; dezenas de jovens inocentes acabaram por perder a vida às mãos de um homem que chocou o mundo pela sua falta de respeito pela vida humana. Dezenas de jovens faleceram por questões meramente políticas; as suas vozes foram-lhes silenciadas.
A outra notícia, respeitante à morte de Amy Winehouse, por outro lado, não era tão inesperada assim. Há muito que a cantora exibia sinais que tal podia acontecer: a controvérsa vida da cantora era preenchida com "notícias" sobre a sua dependência excessiva de drogas e álcool (perceptível muitas vezes durante os próprios concertos), a anorexia e os problemas com o ex-marido.
Desde a sua morte, foram mostradas inagens do "antes" e do "depois" do alcançar da fama de Amy Winehouse; mostrado vezes e vezes sem conta o efeito que os seus vícios e dependências tiveram, sendo a diferença abismal. A sua grande voz (um das melhores dos últimos anos) era muitas vezes relegada para segundo plano pelos seus comportamentos de risco, noticiados pelos tablóides.
Uma desgraça e uma grande perda para a música mundial.Enquanto oiço "Back to Black", não consigo deixar de pensar que Amy estav presa num circulo auto-destrutivo do qual não se conseguia libertar mais. Embora a causa de morte não tenha sido determinada (ou divulgada), no fundo, Amy foi vítima de si própria; foi Amy que silenciou a sua própria voz.

Ainda assim, não faço uma homenagem a estas vítimas. Acredito que homenagens se devem fazer em vida, e não depois da morte. Para mim, estas mortes só terão significado se as vidas perdidas servirem de exemplo a outros, para que nunca mais aconteçam, para que nunca mais ninguém tenha que sofrer pelos mesmos motivos, às suas próprias mãos ou às mãos de outrem. Por essa razão ISTO NÃO É UMA HOMENAGEM, é sim um sentimento de solidariedade para todos aqueles que perderam entes queridos em situações semelhantes e um desejo de esperança de que melhores dias virão.

(não possuo quaisquer direitos sobre o vídeo ou música; está aqui apenas como uma forma de relembrar a contribuição musical da cantora Amy Winehouse)